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Os riscos do sobrepeso para cães e gatos

Uma guloseima aqui, outra ali, muitos tutores acabam exagerando na hora de alimentar o animal de estimação, causando-lhe obesidade e doenças. Entenda por que não se deve conquistar o pet pelo estômago.

Sobrepeso e obesidade podem causar problemas nas juntas, diabetes e doenças cardiovasculares, entre outros males. (Foto: Petz)

Se visto de cima, seu cachorro ou gato tiver a aparência de um tonel, você precisa admitir que seu animal de estimação está gordo demais. Na Alemanha, por exemplo, entre 40% e 60% dos pets estão acima do peso, e a tendência dessa taxa é de alta.


Assim como acontece com os humanos, gordura demais é mais que um problema meramente estético. Os fiéis companheiros sofrem cada vez mais com problemas causados por sobrepeso e obesidade. Os quilos a mais são, literalmente, um peso na vida dos bichos. Paradoxalmente, o principal motivo para o sobrepeso do animal doméstico é uma 'estranha expressão de amor'.


"Alimentar o animal de estimação é uma necessidade humana", diz Kathrin Irgang, veterinária e consultora de nutrição para cães e gatos. "Muitos donos expressam o seu amor pelo bichinho dessa forma e, por isso, nem querem saber de dar menos comida", explica.


Com a comida em excesso, diz Irgang, os animais que mais engordam são os mais velhos e os castrados, cujo metabolismo ficou mais lento, ou os que só conseguem se movimentar de forma restrita devido a problemas nas juntas.


Além do amor expressado de maneira equivocada, a falta de limites e a ignorância são fatores decisivos na hora de alimentar o pet. "Em algumas casas, a tigela de comida está sempre cheia. Assim, não dá para saber o quanto exatamente o animal comeu durante o dia", alerta a veterinária.


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De boas intenções...


Irgang diz que a obesidade dos animais domésticos é um problema de luxo, e as consequências também são as mesmas que para os humanos. Problemas já existentes nas juntas de cães e gatos ficam maiores com o sobrepeso, por exemplo. Muitos bichos desenvolvem diabetes. Irgang diz já ter visto gatos tão gordos que não conseguiam mais alcançar todas as partes do corpo quando queriam lambê-las para limpá-las – o que causou infecções cutâneas.


As doenças cardiovasculares também estão aumentando. Conforme a experiência da veterinária, cachorros e gatos são os animais domésticos que mais sofrem com o sobrepeso e seus efeitos.


Apesar de os animais darem sinais claros de que sofrem com o excesso de gordura, muitos tutores costumam resistir a mudanças no comportamento. De acordo com Irgang, o maior desafio é deixar claro para os tutores que seu pet tem um problema sério.


"Sempre tento argumentar com o Body Condition Score (BCS)", diz a consultora, referindo-se a uma escala usada para avaliar a condição física de animais – especialmente gado.


Com a ajuda da escala, tanto veterinários quanto amadores podem reconhecer o acúmulo de gordura no tronco do animal doméstico, avaliando se o pet está gordo demais. Seguindo esse método, as costelas do animal também devem poder ser tocadas sem grande dificuldade. Olhando de lado, a barriga precisa traçar uma linha para cima entre o tórax e o quadril – e não estar "pendurada" para baixo. E, olhando de cima, o animal não pode parecer um tonel, e sim ter uma cintura definida para passar no teste.


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Dieta por amor


Num primeiro momento, Irgang passa lições de casa aos tutores dos pets. Preenchendo um formulário, as pessoas precisam listar exatamente o que dão de comer aos animais durante o dia. "Muita gente acaba 'esquecendo' as guloseimas", diz a veterinária. Porém, frequentemente essas são as maiores bombas calóricas, segundo a especialista.


Em seguida, ela elabora um plano de nutrição e de atividades físicas para o pet. Mas, também aqui, nada funciona sem a disposição do tutor de realmente ajudar o bicho – não adianta nada ter a mais ambiciosa das metas se o plano é abandonado já nas duas semanas após o início da dieta.


"A dieta do animal sempre tem que ser adaptada ao dia a dia dos donos", explica Irgang, que destaca que o processo de emagrecimento é individual. "Muitos animais têm queixas extras, como alergias a certos tipos de alimento, que precisam ser levadas em consideração na escolha da comida", diz.


Basicamente, aqui também vale o mesmo princípio que vale para os humanos: uma combinação de exercícios com comida saudável faz com que o animal volte a entrar em forma. Além disso, é preciso ser persistente. "Entre três e seis meses são um período realista para uma dieta", avalia a veterinária.


Cuidado: se você tem cão ou gato que passa por problemas de sobrepeso ou obesidade, recomendamos que cuide do bichinho seguindo a orientação de um profissional especialista em nutrição animal.


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Com informações do DW

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